terça-feira, 6 de junho de 2017

do caminhar...





                                          Que bom, quando quase tudo é perfeito,
                                          Basta olhar o mundo, ao teu lado,
                                          caminhando de um lado para o outro,
                                          deixando que o teu mapa nomeie os lugares.
                                          Pudesse ser sempre assim, os dias, as horas,
                                           momentos de caminhar e sorrir...

quinta-feira, 16 de março de 2017

da proibição...



"Dizia para si mesma: amar é uma proibição de estar só"
Aqui



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

da serenidade...



a serenidade é essa paz suave que nos anima e protege.
mais do que um escapar sem escoriações a perigos e lutas,
é um continuar suavemente, num contentamento contido em nós.
porque todo o contentamento, para não ferir o fora de nós, 
deve ser desmesuradamente contido em nós.
suave e sereno, como era o teu olhar,
antes de traí-lo.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

...do perder




Pode desistir-se a qualquer momento.
Não é o mais fácil.
Perder dói.
A escuridão está sempre à nossa espera...
Desistir é fim.
Que há depois do fim?
Nada, quase nada.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

ainda bem...



Marisa Monte
Apenas, ainda bem...

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

le strade di Aleppo...




Vago per le strade di Aleppo
la polvere è la mia seconda pellet
la rassegnazione è il mio unico sentimento
niente rabbia, né odio, né dolore, nemmeno paura
Vago per le strade di Aleppo
a volte mi chiedo se la morte non sia un'artista
perché quell'enorme chiazza di sangue
impressa su ciò che resta di un muro
sembra un quadro astratto
ed il colore rosso è stato strappato dal tramonto di fuoco
che si intravede tra le case smembrate

Vago per le strade di Aleppo
senza una meta
ed è come se vagassi per le strade di Mogadiscio
le strade di Sarajevo
le strade di Beirut
le strade di Hiroshima
le strade di Norimberga
le strade di Verdun...
perché l'architetto della guerra
le sue città
le disegna tutte uguali

segunda-feira, 14 de março de 2016

do que permanecerá...

John Pototschnik, For a Moment, All the World Was Right, 2012
Definitivo.
Um amor definitivo.
Que se quer dizer, ao dizê-lo?
Quer-se falar do para sempre, do que permanecerá.
Não são as palavras que se dizem, são elas que se impõem em nós.
Para sempre...
Bem se sabe da pequenez e finitude, que a arrogância humana não anulam, duma existência.
E como criação humana, connosco partilham, as palavras, a temporalidade. Parecem perdurar bem mais, porém a humanidade é o seu horizonte temporal.
Definitivo, é  o que se define, o que se escolhe, e assim sendo, será o que permanecerá em nós.
Para sempre...

domingo, 17 de janeiro de 2016

caminhar...





Sempre bom caminhar pela cidade.
Conhecê-la, como se fosse possível apropriarmo-nos dos lugares, e de alguns recantos.
E, como se mostrá-la a alguém a fizesse mais íntima.
Por isso se quer voltar, para voltar a falar das ruas... e da ave que no céu, nos aponta a felicidade...
Voltemos.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

luz...


       Mesmo na noite, há sempre luz, seja pelo luar, seja pelo humano que há em nós.
       Lá, foi um agora feliz...

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

hoje...



                 Sim, é hoje, a vida...
                 O agora importa, e prevalece.
                 Mas nenhum agora é uma ilha...
                 Na certeza do agora, na realidade do hoje, há o que foi e a espera do que virá.
                 Sim, o agora é nosso.
                 Sim, estarei atenta...

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

vieste...


Vieste, e gostaste. Eu sabia-o.
(Só não sabia que ia ser imperfeito)
Gosta-se do que, em silêncio, se vê, sentindo.
Vieste, e gostaste. 
Eu sempre o quis, que viesses!
Demoraste...

Permaneçamos nós sempre por aqui…
Não deverias deixar-me.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Ausência...

Sim, muda-se, devagar, passamos a ser quem deveríamos ser.
No devir do ser, sentimos... e o pensar não faz parte desse sentir, segue tão mais atrás... ausenta-se, nas mais das vezes.
Não, pensa-se sempre, demasiado depressa, num redemoinho temeroso  e assombroso de palavras, sem coesão.
Há tanta emoção, e silêncio...
Não deverias deixar-me...

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

janeiro de 2015 - Vive la Fance!



Et nous, qui étions heureux a Paris... presque sans le savoir.
Paris sera toujours Paris.
Paris, aurons-nous une autre chance?

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

das flores...


           São flores, são os cheiros doces e, sempre, sempre a ternura, que deixam marcas por dentro. 
           Há sempre o sorriso, aquele que emerge da alma, e que aflora no olhar, no nosso olhar.
           Assim, há o encanto de um lugar, de um tempo. 
          Ainda que os dias pareçam duros...


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

do sentir...

http://www.artrenewal.org/artwork/354/7354/40414/Breath_of_Heaven_Oil_40x26_2010-small.jpg 


 São ternas as tuas mãos.
Como se falassem, as tuas mãos, e eu ficasse à escuta.
Escuto o silêncio que nos cinge, sentir e sorrir bastam-te.
Não rasgam o silêncio, as tuas mãos.
Não esquecem a ternura, as tuas mãos.


terça-feira, 4 de março de 2014

despertar...


                            
Portrait of Two Souls;  Jon Bøe Paulsen

Continua-se, caminha-se.
Chove, e o frio não nos gela.
Que o corpo em ti se acalenta,
E  a alma se abriga.
E um vestido...
Que o despertar já aconteceu.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Continuar...

storm day bath beach-Willian Merritt Chase
 
   Recomeça-se, é apenas um recomeço.
   Como se fosse um começo, mas é apenas um continuar.
   Mais um ano, somam-se os dias.
   E, contudo, é um começo feliz...
   E chove...

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Mal de te amar neste lugar de imperfeição...

 


Terror de te amar num sítio frágil como o mundo.

Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa.
Sophia de Mello Breyner Andresen, in Coral

domingo, 22 de setembro de 2013

das tuas mãos no meu rosto...

Bo Bartlett, 2009, Penumbra

As tuas mãos no meu rosto...
É das tuas mãos no meu rosto de que preciso.
As tuas mãos no meu rosto, são toda a ternura do mundo.
As tuas mãos no meu rosto, são muito mais que a suavidade delas, são toda a ternura do gesto.

Ensinaste-me a sentir, primeiro, para depois me mostrares como eram as tuas mãos no meu rosto.
As tuas mãos no meu rosto, são em mim a ternura da alma.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Caminhando...


Longo o caminho, feito ou a fazer...
Sempre a procura da serenidade, quer-se a tranquilidade.
Como se tudo fosse menos penoso, desse modo.
E quando se sabe, sentindo, que já não se caminha só...
Caminhemos...

quinta-feira, 30 de maio de 2013

... do rio que passa.



   talvez haja sempre um rio.
   precisamos de um rio, de olhá-lo... da janela vemos uma nesga de rio.
   e em nós há o sorriso de quem sabe olhar o rio que passa...
   e no rio que passa, se enlaçarmos as mãos, veremos a esperança...

domingo, 5 de maio de 2013

pelas águas de um rio...

 

Perceber Virgínia Wolf, que caminhou, com determinação, pelas águas de um rio. Mergulhou nele, talvez sem medo, até porque a água de tom verde (talvez) não intimidasse quem serenamente não queria mais andar por aqui.
Às vezes quer-se um rio por onde caminhar, porque não há outro caminho...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Cai chuva do céu cinzento


Cai chuva do céu cinzento
Que não tem razão de ser.
Até o meu pensamento
Tem chuva nele a escorrer.

Tenho uma grande tristeza
Acrescentada à que sinto.
Quero dizer-ma mas pesa
O quanto comigo minto.

Porque verdadeiramente
Não sei se estou triste ou não,
E a chuva cai levemente
(Porque Verlaine consente)
Dentro do meu coração.
                 
                         15-11-1930          Poesias Inéditas (1930-1935). Fernando Pessoa

E porque chove. Talvez os dias, nublados, nos limitem a esperança, se ao menos houvesse luar... saberíamos ter esperança.

segunda-feira, 18 de março de 2013

O amor é uma companhia.

Pierre Auguste Renoir, La Promenade
O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na
                                        ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara
                                         dela no meio.

segunda-feira, 4 de março de 2013

because of you...


video

Sobre uma Europa à deriva, bem se sabe que os dias não são de esperança, antes de desalento e de incerteza.
Perdidos na voracidade e agitação dos dias, pelo desconcerto do mundo.
Para lá da espuma dos dias fica sempre tão pouco.
E o mar, e um olhar podem ser tanto...